O tráfico de aves silvestres é uma ferida aberta na biodiversidade da Bahia

Por Redação / VIA41
24/08/2025 - 13:31

As recentes operações policiais que resultaram no resgate de mais de 300 aves silvestres em municípios baianos como Poções, Boa Nova, Iguaí e Nova Fátima, evidenciam uma realidade alarmante: o comércio ilegal de animais continua sendo uma prática lucrativa e cruel, que coloca em risco a fauna brasileira e revela a fragilidade dos nossos mecanismos de fiscalização e educação ambiental.

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É inadmissível que, em pleno século XXI, ainda haja redes criminosas explorando espécies capturadas em áreas de preservação como o Parque Nacional de Boa Nova. Não se trata apenas de um crime ambiental — é um atentado à biodiversidade, à cultura local e ao equilíbrio dos ecossistemas.

Mais do que prender os envolvidos, é urgente desarticular toda a cadeia que sustenta essa prática: desde os caçadores e comerciantes até os consumidores que, muitas vezes por ignorância ou negligência, compram esses animais. A repressão precisa caminhar lado a lado com campanhas educativas, ações de conscientização e o fortalecimento dos órgãos ambientais.

Enquanto o tráfico de animais for tratado como algo secundário, a natureza continuará sendo silenciada dentro de gaiolas. E todos perderemos com isso.

 

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