Força-tarefa resgata 25 pessoas em situação análoga à escravidão
26/05/2023 - 13:17

Vinte e cinco trabalhadores da colheita de café foram resgatados em condições análogas à escravidão em uma fazenda no município de Encruzilhada, na região sudoeste da Bahia. Segundo os órgãos de proteção, pelo menos três trabalhadores apresentavam sintomas de adoecimento e precisavam de atendimento médico. O proprietário compareceu a audiência de custódia e pagou uma multa de R$ 100 mil.
Uma força-tarefa montada por auditores fiscais do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) e representantes do Ministério Público do Trabalho (MPT), da Defensoria Pública da União (DPU), da Secretaria de Justiça e Direitos Humanos do Estado (SJDH), além de Polícia Federal (PF) e Polícia Militar da Bahia constataram o crime. O grupo está desde o início da semana na região averiguando as condições de trabalho em fazendas da região.
O flagrante, divulgado nesta sexta-feira, 26, ocorreu na última segunda-feira, 22, durante fiscalização numa fazenda de café de propriedade de um produtor rural da região. As vítimas, oriundas de municípios do interior da Bahia, estavam em situação de informalidade, sem registro do contrato de trabalho.
Nas frentes de serviço da colheita, os trabalhadores rurais trabalhavam sem nenhum equipamento de segurança, sem instalações sanitárias, sem local de refeição e sem vestimentas adequadas de trabalho, sendo fornecido apenas luvas.
Além disso, trabalhavam sob chuva ou sol, sem proteção. Devido às condições climáticas da região e ao vestuário inadequado, pelo menos três trabalhadores apresentavam sintomas de adoecimento e foram encaminhados a unidades de saúde do município de Encruzilhada, após o resgate.
Na área da colheita do café, as necessidades fisiológicas dos empregados eram feitas ao relento e a água era transportada em vasilhames de água sanitária reutilizados, pois não havia fornecimento de recipientes térmicos. Nos aspectos de saúde e segurança do trabalho, os safristas não foram submetidos a exame admissional e não eram fornecidas vestimentas de trabalho nem equipamentos de proteção individual. Os trabalhadores usavam roupas próprias absolutamente inadequadas para as condições climáticas e vários calçavam apenas chinelos de dedo e alguns descalços.
PUBLICIDADE.jpeg)