Análise de DNA descarta participação de criança em disparo que matou a cigana Hyara Flor

Por Find Papo
13/12/2023 - 14:07

Uma possível reviravolta no caso da cigana Hyara Flor, morta aos 14 anos com um disparo de arma de fogo, pode estar a caminho. Segundo informações, uma análise do material genético encontrado na arma do crime, realizada pelo Departamento de Polícia Técnica da Bahia (DPT-BA), teria revelado a ausência de DNA da criança de nove anos, apontada pelo inquérito policial que investigou a morte da jovem, como autor do disparo.

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A família da vítima refuta que o disparo tenha sido feito pela criança. Segundo o pai de Hyara, o autor da morte da jovem teria sido o próprio marido dela, também menor de idade. Segundo depoimentos, o crime poderia ter sido motivado por vingança, já que um tio de Hyara, se relacionou com a sogra da jovem, que é casada.

Ainda segundo as informações, a perícia analisou o material genético dos pais e irmãos do noivo, comparando com o material coletado na arma do crime, e não teria encontrado evidências da participação de nenhum deles no disparo. Entretanto, o jovem que é apontado pela família de Hyara como autor do tiro, não forneceu material para análise. Além disso, o laudo teria indicado ainda que a criança apontada como autor, sequer teria manuseado a arma.

No entanto, a análise revelou que o material genético encontrado na arma possui DNA masculino.

Em contato com a advogada Janaína Panhossi, contratada pela família da vítima para a acompanhar o caso, ela nos informou que não iria se pronunciar, afirmando apenas que ‘segue acompanhando todas as diligências sobre o caso, bem como auxiliando a família da vítima, em tudo que é necessário para justa apuração dos fatos, já que não se conformam com a conclusão das investigações’.

A defensora já havia destacado anteriormente que o inquérito policial inicial tinha sido concluído apenas com base em depoimentos. ‘Cabe agora ao Ministério Público as providências cabíveis’, completou a advogada.

O laudo também foi analisado por uma equipe de mapeamento genético, que faz parte do escritório de peritos assistentes contratados pela família. A análise independente também apontou para a ausência de material que apontasse a participação da criança de nove anos na morte da cigana Hyara Flor.

As análises foram realizadas pelo DPT-BA a partir de novas diligências realizadas pelo Ministério Público da Bahia.

 

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