Menores apreendidos voltam pras ruas por falta de estrutura

VIA 41
03/06/2015 - 20:07

Foto: Tássio Loureiro / VIA41
MAJOR CLÉBER SANTOS COMANDANTE DA 7ª CIA DA PM


Os crimes praticados por menores de 18 anos em Eunápolis se tornaram um problema social grave. A polícia faz um trabalho de enxugar gelo, totalmente inútil, quando apreende um menor de 18 anos de idade infrator, seja qual for o delito. Na Bahia só há casa de acolhimento a menores infratores em Salvador, a quase 700 km de Eunápolis, onde a situação é grave, mas a sociedade ainda não percebeu ou não reage.

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Muitos se posicionam contra a redução da maioridade penal, que deverá ser votada no Congresso este mês, mas a situação não pode ficar do jeito que está. A polícia faz um esforço, mas quando apreende menores que roubam, traficam, assaltam a mão armada, estupram, matam, pouca coisa muda. Eles não podem ficar presos e voltam pras ruas dias depois.   

- A gente tem uma legislação frágil. E ainda uma estrutura que não propicia que estes adolescentes apreendidos fiquem custodiados. A única casa de custódia (para adolescentes infratores) que a gente tem fica em Salvador. Não há estruturas e instrumentos legais para manter esses adolescentes fora de circulação. Palavras do major Cléber Santos, comandante da 7ª Cia Independente da Polícia Militar em entrevista ao repórter Fávero Moraes, da Rádio Ativa FM.   

 

Por Geraldinho Alves / Bahia40Graus

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