Chacina de Porto Seguro não foi maior por falta de munição diz polícia
Os marginais utilizaram fuzis só usados pelo Exército Brasileiro, para assassinar as vítimas.
Os marginais utilizaram fuzis só usados pelo Exército Brasileiro, para assassinar as vítimas.
08/02/2017 - 22:52
Foto: Taísa Moura / TV Santa Cruz

Casa onde aconteceu a chacina, no bairro Porto Alegre I
Nenhuma prisão foi divulgada até esta quarta-feira (08), a respeito da chacina que matou oito jovens na cidade de Porto Seguro na noite do último domingo (05). Segundo o portal de notícias G1, o delegado Moisés Damasceno, coordenador regional da Polícia Civil, um dos sobreviventes da chacina contou, durante depoimento, que um dos suspeitos falou que não tinham mais balas para atirar durante a ação criminosa.
Foto: Tássio Loureiro / VIA41
Delegado Moisés Damasceno, coordenador da 23ª Coorpin
Após ouvir testemunhas, a polícia já teria identificado alguns dos suspeitos, que não tiveram os nomes revelados para não atrapalhar a investigação. O grupo é suspeito de ter executado outras vítimas e de ter participado de outra chacina, há dois anos e meio, quando seis pessoas foram mortas.
Os marginais utilizaram fuzis só usados pelo Exército Brasileiro, para assassinar as vítimas.
Na última terça-feira (07), sete das oito jovens vítimas da chacina foram sepultados em diferentes cemitérios da cidade onde aconteceu o crime e, também, nos municípios de Itabuna e Mascote, na mesma região do estado. O jovem Igor Lélis dos Santos Santana (filho de um policial militar) já havia sido enterrado na segunda-feira (6), um dia após o ataque. A vítima que ficou ferida na chacina segue internada no Hospital Luís Eduardo Magalhães, em Porto Seguro. De acordo com a equipe clínica da unidade hospitalar, o estado do jovem é grave.