Prosegur vira o jogo, bota culpa na polícia e ainda consegue liberação da nova sede

Só vai pagar os prejuízos a terceiros em caso de decisão judicial. Disse o diretor jurídico da empresa.

Geraldinho Alves / Bahia40Graus
18/03/2018 - 08:13

O jogo virou a favor da empresa de transporte de valores Prosegur, que na quinta (15) teve a nova sede na estrada da Colônia embargada pela prefeitura e vem sofrendo pressão popular para pagar indenização dos imóveis prejudicados com as explosões no assalto do último dia 6.  

Em duas reuniões nesta sexta, 16 de março, provocadas por ação da prefeitura por meio da subprocuradoria jurídica, a empresa esclareceu alguns pontos ainda obscuros. Na primeira reunião, com participação do diretor jurídico da Prosegur Alexandre Canal; do subprocurador do município, Antônio Pitanga, e de prepostos da prefeitura, a empresa apresentou praticamente toda a documentação exigida para o funcionamento da nova sede. Após a reunião, o embargo foi retirado, mas a prefeitura justificou o recuo alegando que havia risco de desabastecimento de dinheiro nos bancos e comércio da cidade.

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Em seguida, na segunda reunião, a diretoria da Prosegur recebeu proprietários de imóveis, comerciantes e moradores vizinhos prejudicados com os efeitos colaterais do assalto à sede antiga. O diretor jurídico da Prosegur deixou claro que a empresa só vai pagar os prejuízos a terceiros em caso de decisão judicial e ainda criticou a “falta de ação da polícia militar” em relação ao assalto (antes e durante) e a “demora do Samu” em socorrer os feridos após o cessar-fogo.

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