Presidente nacional do PL é alvo de bloqueio de bens em investigação sobre destinação de emendas; Porto Seguro recebeu mais de R$ 24 milhões

Por Redação / VIA41
10/07/2026 - 20:39




O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, teve bens bloqueados por determinação do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), no âmbito da Operação Transparência, conduzida pela Polícia Federal. A investigação apura um suposto esquema de direcionamento irregular de emendas parlamentares.

 

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De acordo com a Polícia Federal, Valdemar é suspeito de atuar na indicação de recursos públicos, embora não exerça mandato parlamentar. As investigações apontam que mensagens e planilhas apreendidas indicam sua participação na destinação de pelo menos R$ 119 milhões em emendas, formalmente registradas em nome de deputados federais.

Diante dos indícios apresentados, o ministro Flávio Dino determinou o bloqueio de bens de Valdemar Costa Neto até o valor de R$ 119 milhões, além da suspensão da execução das emendas parlamentares que são alvo da investigação.

Entre os municípios citados está Porto Seguro, no sul da Bahia, que recebeu mais de R$ 24 milhões em emendas parlamentares atribuídas à articulação do presidente do PL nos últimos anos. Os recursos foram destinados a áreas como saúde, infraestrutura e turismo.

Em nota, a defesa de Valdemar Costa Neto afirmou ter recebido a decisão com surpresa e negou a prática de qualquer irregularidade. O caso segue sob investigação da Polícia Federal e tramita no Supremo Tribunal Federal.

De acordo com a decisão do ministro Flávio Dino e a lista anexada pela Polícia Federal, 17 municípios de cinco estados receberam as 21 emendas parlamentares atribuídas à articulação de Valdemar Costa Neto, que agora são alvo da investigação da Operação Transparência. 

São Paulo 

•    Suzano – R$ 26,8 milhões 
•    Caraguatatuba – R$ 23 milhões 
•    Santa Fé do Sul – R$ 9,5 milhões 
•    Bebedouro – R$ 9 milhões 
•    Ubatuba – R$ 7 milhões 
•    Mogi das Cruzes – R$ 3 milhões 
•    Iepê – R$ 500 mil 
•    Guaimbê – R$ 280 mil 
•    Macedônia – R$ 220 mil 
•    Ilha Solteira – R$ 220 mil 
•    Presidente Venceslau – R$ 220 mil 

Bahia

•    Porto Seguro – R$ 24,9 milhões 
•    Morro do Chapéu – R$ 4,7 milhões 
•    Itaguaçu da Bahia – R$ 2,3 milhões 

Rio de Janeiro

•    Município do Rio de Janeiro – R$ 6 milhões 

Paraná

•    Cafelândia – R$ 290 mil 

Pará

•    Dom Eliseu – R$ 300 mil 



Ao todo, as 21 emendas somam cerca de R$ 119,2 milhões, dos quais aproximadamente R$ 104 milhões já haviam sido pagos, segundo a Polícia Federal. A investigação apura se houve direcionamento irregular desses recursos por Valdemar Costa Neto, mesmo sem mandato parlamentar. A defesa do presidente do PL nega qualquer irregularidade. 
 

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