Golpe do WhatsApp - Saiba como não ser vítima do crime

Por G1
06/06/2021 - 13:28

Golpistas estão usando o nome de uma pesquisa verdadeira realizada pelo Ministério da Saúde para aplicar golpes. Quem receber uma dessas ligações deve ficar atento porque o Ministério da Saúde não solicita nenhum código para confirmar informações ou dados pessoais dos participantes.

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De fato, selecionados para participar da "Pesquisa de Prevalência de Infecção por Covid-19 no Brasil (PrevCOV) " já estão recebendo ligações do Ministério da Saúde para realização da entrevista e agendamento de coleta de sangue.

Mas, atenção:

Os participantes já foram contatados por SMS/Whatsapp (sem uso de códigos) para informar que foram selecionados para participar da pesquisa

Além disso, os participantes do estudo são os mesmos que fizeram parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD-Covid/IBGE), que ocorreu em 2020

Quem quiser saber se está na lista, basta ligar na Ouvidoria, no número 136. No mesmo telefone podem ser tiradas quaisquer dúvidas sobre o estudo

Os selecionados receberão uma ligação para confirmar a participação no estudo (novamente sem uso de códigos) ; realizar entrevista e agendar coleta de material biológico de todos os moradores da residência que aceitarem participar.

Como é o golpe

O alerta é importante porque golpistas vêm usando o nome do Ministério da Saúde para aplicar golpes, na tentativa de clonar aplicativos das vítimas, roubar dados e obter dinheiro de forma ilícita.

Em uma das modalidades, o criminoso se passa por funcionário do Ministério da Saúde e afirma que está fazendo uma pesquisa sobre o novo coronavírus para tentar clonar o WhatsApp da vítima.

O golpista faz algumas perguntas aleatórias sobre o perfil do interlocutor e em dado momento da conversa envia números ao receptor da ligação dizendo que são o protocolo de atendimento.

Na verdade, o que ele está enviando são dígitos que , uma vez compartilhados, permitem acesso ao WhatsApp do "pesquisado."

Em posse da conta roubada, ele pode se fazer passar pela vítima para pedir empréstimos a seus amigos e parentes, por exemplo.

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