Polícia Civil desarticula esquema milionário de fraude eletrônica e bloqueia R$ 103 milhões
13/05/2026 - 09:02

A Polícia Civil da Bahia, por meio da 23ª Coorpin de Eunápolis, deflagrou nesta terça-feira (13) uma megaoperação interestadual para desarticular uma organização criminosa especializada em estelionato por fraude eletrônica e lavagem de dinheiro. A ação contou com apoio da Polícia Militar da Bahia, além da colaboração do CIBERLAB, ligado ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, e das Polícias Civis dos estados do Ceará, Pernambuco, Goiás e São Paulo.
Durante a operação, foram cumpridos 11 mandados de busca e apreensão simultaneamente nas cidades de Eunápolis (BA), Crato (CE), Goiânia (GO), Recife (PE) e São Paulo (SP). Segundo as investigações, o grupo criminoso movimentava milhões de reais através de golpes aplicados pela internet.
Como parte das medidas judiciais, a Justiça determinou o bloqueio de R$ 103 milhões em ativos financeiros ligados aos investigados. O objetivo é enfraquecer economicamente a organização e garantir o ressarcimento das vítimas espalhadas por todo o país.

De acordo com a Polícia Civil, o esquema funcionava através de técnicas avançadas de engenharia social. As vítimas recebiam mensagens falsas por SMS informando sobre um suposto bloqueio em contas bancárias. Ao clicar nos links enviados, eram direcionadas para páginas fraudulentas, onde forneciam dados bancários e senhas. Com as informações em mãos, os criminosos invadiam as contas e realizavam transferências via PIX para contas controladas pelo grupo.

As investigações apontam ainda que a quadrilha utilizava um sofisticado sistema de lavagem de dinheiro. Os valores eram pulverizados em diversas contas de “laranjas” e posteriormente reintegrados ao patrimônio do grupo por meio de familiares e empresas de fachada, dificultando o rastreamento dos recursos ilícitos.

Durante o cumprimento dos mandados, os policiais apreenderam aparelhos eletrônicos, documentos e outros materiais que serão analisados e podem fortalecer as provas contra os investigados.
Os suspeitos poderão responder pelos crimes de estelionato mediante fraude eletrônica, organização criminosa e lavagem de dinheiro. Somadas, as penas podem ultrapassar 20 anos de prisão.
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