Home office: uso excessivo de tecnologias pode agravar os casos de miopia

Por ASCOM
22/06/2020 - 15:02

Com a pandemia da covid-19, a sociedade teve que se reinventar. O home office, por exemplo, foi uma das modalidades mais adotadas por muitas empresas. Mesmo sendo uma medida eficaz no combate ao coronavírus, esse sistema de trabalho requer cuidados, sobretudo com os olhos. De acordo com a médica oftalmologista do DayHORC – empresa do Grupo Opty, Tâmara Lopes, o fato de ficarmos muito tempo conectados e vidrados em telas, como computador, celular, tablet e televisão, ocorre uma sobrecarga na visão. Além disso, o uso excessivo de tecnologias ainda é capaz de agravar os casos de miopia (dificuldade de enxergar de longe). Estima-se que, até 2050, mais da metade da população mundial tenha o problema, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).

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“As pessoas tiveram que se adequar a este novo formato de trabalho. Então, temos ao longo do dia videoconferências, conversas ao telefone via aplicativo de mensagens, assistimos aos noticiários para sabermos as atualizações sobre a pandemia, ligamos o ventilador ou ar-condicionado para tornar o ambiente mais agradável para trabalhar, negligenciamos a ingestão de líquido, dentre outras ações, que juntas provocam a exaustão ocular e consequentemente o ressecamento dos olhos”, detalha a oftalmologista, afirmando que os principais sintomas são vermelhidão, coceira e ardência.

Por isso, a principal dica da especialista é que o indivíduo faça descansos visuais, fazendo pausas de cinco a 10 minutos a cada uma hora. Outra sugestão é, a cada 20 minutos, retirar os olhos da tela e focar em objetos mais distantes por 20 segundos. Outras alternativas são tentar estabelecer um distanciamento de 30 centímetros da tela, adaptar o contraste dos eletrônicos, ter cuidado com a luminosidade do ambiente (nada de forçar os olhos no escuro) e ingerir líquidos com frequência.

“Ter uma noite de sono de, pelo menos, oito horas é fundamental para haver a lubrificação ocular. Além disso, não podemos esquecer que o uso de colírios só deve ocorrer sob prescrição médica e que, para cada idade, existe uma recomendação específica. Havendo qualquer sintoma persistente, o ideal é procurar um oftalmologista de imediato”, reforça Tâmara Lopes.

Olhos e covid-19

Os olhos também podem ser uma porta de entrada para o Novo Coronavírus. Como a transmissão se dá de forma viral, pelo contato, é importante se atentar a tudo que pode conter gotículas de saliva, transmitidas pela fala, tosse, beijo ou espirro. Ou ainda, por superfícies contaminadas, como as mãos, objetos, maçaneta, botão do elevador, corrimão de escada etc. O contágio acontece através dessas gotículas com a nossa mucosa da boca, nariz e também dos olhos.

“Por isso, é preciso ter atenção redobrada sobretudo com itens de uso pessoal, como os óculos. Para quem já está acostumado a limpar as lentes no dia a dia, basta repetir o procedimento com maior frequência. Para quem ainda não tem o hábito, uma dica é lavar os óculos sempre que for lavar as mãos”, revela Tâmara Lopes, explicando que o álcool em gel não é indicado neste caso, pois pode danificar os revestimentos das lentes e material da armação.

O “paninho” que costuma acompanhar os óculos dentro da caixa também é contraindicado na condição atual, já que pode se tornar fonte de contaminação. Água e detergente neutro são os itens recomendados para uma higienização eficaz das lentes dos óculos. Quem usa lentes de contato, uma orientação da oftalmologista é não usá-las neste período. Mas, se houver a real necessidade, a exemplo das pessoas que têm grau muito alto, é necessário respeitar o prazo máximo de oito horas de uso, manuseá-las com mãos limpas e guardá-las em um estojo higienizado com produto adequado. 

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